Análise Exploratória de Dados
12. Relações categóricas e tabelas de contingência
12º capítulo da apostila Análise Exploratória de Dados: estudo contínuo e em linguagem simples sobre Relações categóricas e tabelas de contingência, com conceitos conectados, aplicações e mapa mental.
Neste capítulo · 12 seções⌄
- O fio condutor
- Tabela de contingência
- Qui-quadrado de independência
- V de Cramér
- Paradoxo de Simpson
- Um roteiro para duas categóricas
- Exemplo numérico de tabela e teste
- Resumo
- Ligando as partes em uma análise completa
- Como estudar e aplicar o capítulo
- Síntese e passagem para o próximo capítulo
- Base de cobertura
Duas variáveis categóricas se relacionam? A pergunta parece simples e depende de três decisões que costumam passar despercebidas: qual percentual apresentar, o que o teste realmente responde e o que acontece quando se estratifica. Este capítulo percorre as três e termina no fenômeno que inverte conclusões — o paradoxo de Simpson.
O percurso começa pelo contato cuidadoso com os dados. A disciplina ensina a reconhecer tipos, qualidade, distribuições, relações, vieses e limites antes de construir conclusões ou modelos. Este é o capítulo 12 de 24 da disciplina Análise Exploratória de Dados. Ele retoma Associação, covariância e correlação e utiliza essa base para avançar. Na sequência, estudaremos Exploração multivariada.
O fio condutor
Ciência de Dados começa com uma pergunta e termina com uma decisão que precisa ser compreendida, avaliada e acompanhada. Entre esses dois pontos, dados são coletados, examinados e transformados; métodos são escolhidos; resultados são validados; e limitações são comunicadas. Nenhuma etapa compensa automaticamente uma falha grave ocorrida na etapa anterior.
Neste capítulo, use Relações categóricas e tabelas de contingência para acompanhar três dimensões: o problema que se deseja resolver, a evidência disponível e o critério usado para avaliar o resultado. Essa separação ajuda a evitar soluções tecnicamente sofisticadas que não respondem à necessidade real.
Tabela de contingência
Começamos por Tabela de contingência, pois essa base organiza os conceitos e exemplos que aparecerão no restante do capítulo.
A tabela de contingência cruza frequências de duas ou mais categorias e revela a distribuição conjunta. Ela é o instrumento básico do tópico, e a decisão que a torna informativa ou enganosa é a escolha do denominador do percentual.
| Percentual | Denominador | Responde a |
|---|---|---|
| Da linha | Total da linha | Dentro do grupo A, como se distribui B? |
| Da coluna | Total da coluna | Dentro do grupo B, como se distribui A? |
| Do total | Total geral | Que fração do conjunto está em cada célula? |
Qui-quadrado de independência
Depois de compreender Tabela de contingência, passamos a Qui-quadrado de independência. A nova seção acrescenta outra etapa ao mesmo raciocínio e mostra como as decisões anteriores influenciam as próximas.
O qui-quadrado de independência compara contagens observadas com as esperadas sob independência. A estatística e o p-valor quantificam a incompatibilidade dos dados com essa hipótese, sob as condições do teste. Uma decisão de rejeitar depende do nível de significância; não rejeitar não prova independência.
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Fontes consultadas
- NIST/SEMATECH e-Handbook of Statistical Methods — Exploratory Data Analysis
- Acervo comentado de Ciência de Dados — Relações categóricas e tabelas de contingência (40 questões publicadas), conferido em 08/09/2026