Análise Exploratória de Dados
02. Tipos de dados e escalas de mensuração
2º capítulo da apostila Análise Exploratória de Dados: estudo contínuo e em linguagem simples sobre Tipos de dados e escalas de mensuração, com conceitos conectados, aplicações e mapa mental.
Neste capítulo · 12 seções⌄
- O fio condutor
- Escala nominal
- Escala ordinal
- Variável quantitativa contínua
- Tipo físico × tipo semântico
- Escolhendo a análise pela escala
- Escalas de intervalo e razão; dados discretos
- Resumo
- Ligando as partes em uma análise completa
- Como estudar e aplicar o capítulo
- Síntese e passagem para o próximo capítulo
- Base de cobertura
A escala de mensuração de uma variável determina quais operações fazem sentido sobre ela. Média de código de categoria, distância constante entre níveis de satisfação e soma de CEP são erros da mesma família: aplicar a uma escala uma operação que ela não autoriza. Este capítulo organiza as escalas e acrescenta a distinção que o tipo do banco não resolve — a semântica do campo.
O percurso começa pelo contato cuidadoso com os dados. A disciplina ensina a reconhecer tipos, qualidade, distribuições, relações, vieses e limites antes de construir conclusões ou modelos. Este é o capítulo 2 de 24 da disciplina Análise Exploratória de Dados. Ele retoma Fundamentos e objetivos da análise exploratória e utiliza essa base para avançar. Na sequência, estudaremos Coleta, amostragem e proveniência.
O fio condutor
Ciência de Dados começa com uma pergunta e termina com uma decisão que precisa ser compreendida, avaliada e acompanhada. Entre esses dois pontos, dados são coletados, examinados e transformados; métodos são escolhidos; resultados são validados; e limitações são comunicadas. Nenhuma etapa compensa automaticamente uma falha grave ocorrida na etapa anterior.
Neste capítulo, use Tipos de dados e escalas de mensuração para acompanhar três dimensões: o problema que se deseja resolver, a evidência disponível e o critério usado para avaliar o resultado. Essa separação ajuda a evitar soluções tecnicamente sofisticadas que não respondem à necessidade real.
Escala nominal
Começamos por Escala nominal, pois essa base organiza os conceitos e exemplos que aparecerão no restante do capítulo.
A escala nominal representa categorias sem ordem intrínseca: município, canal de venda, tipo de contrato. Os valores apenas distinguem grupos — não há "maior" nem "menor" entre eles.
O que ela autoriza: frequências, proporções e medidas de associação categórica. O que ela não autoriza: qualquer estatística que pressuponha ordem ou distância — e isso inclui a média dos códigos numéricos usados para armazenar as categorias.
Escala ordinal
Depois de compreender Escala nominal, passamos a Escala ordinal. A nova seção acrescenta outra etapa ao mesmo raciocínio e mostra como as decisões anteriores influenciam as próximas.
A escala ordinal possui ordem, mas não garante intervalos iguais entre os níveis: "ruim, regular, bom, ótimo", faixas de renda, estágios de um processo. Sabe-se que um nível está acima do outro; não se sabe quanto acima.
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Fontes consultadas
- NIST/SEMATECH e-Handbook of Statistical Methods — Exploratory Data Analysis
- Acervo comentado de Ciência de Dados — Tipos de dados e escalas de mensuração (40 questões publicadas), conferido em 08/09/2026