Inteligência de Negócios (Business Intelligence)
08. Data mining e descoberta de conhecimento
8º capítulo da apostila Inteligência de Negócios (Business Intelligence): estudo contínuo e em linguagem simples sobre Data mining e descoberta de conhecimento, com conceitos conectados, aplicações e mapa mental.
Neste capítulo · 13 seções⌄
- O fio condutor
- Da pergunta ao conhecimento: KDD e CRISP-DM
- Escolher a tarefa antes do algoritmo
- Preparação, atributos e separação dos dados
- Generalização, interpretação e operação
- Classificação: denominadores que mudam a interpretação
- Regressão e regras de associação
- Caso integrado e raciocínio aplicado
- Resumo para revisão
- Ligando as partes em uma análise completa
- Como estudar e aplicar o capítulo
- Síntese e passagem para o próximo capítulo
- Base de cobertura
Mineração de dados procura padrões e modelos úteis em conjuntos de dados. Seu valor depende da pergunta, da qualidade dos dados e da avaliação, e não apenas da execução de um algoritmo. Neste capítulo, o processo de descoberta conduz às principais tarefas, às métricas e aos cuidados necessários para transformar um resultado estatístico em conhecimento aplicável.
Os resultados analíticos precisam apoiar decisões. Esta disciplina conecta fontes, integração, data warehouse, OLAP, mineração, indicadores, relatórios e comunicação gerencial. Este é o capítulo 8 de 11 da disciplina Inteligência de Negócios (Business Intelligence). Ele retoma OLAP, modelagem dimensional e cubos e utiliza essa base para avançar. Na sequência, estudaremos Inteligência Artificial e Machine Learning aplicados ao BI.
O fio condutor
Ciência de Dados começa com uma pergunta e termina com uma decisão que precisa ser compreendida, avaliada e acompanhada. Entre esses dois pontos, dados são coletados, examinados e transformados; métodos são escolhidos; resultados são validados; e limitações são comunicadas. Nenhuma etapa compensa automaticamente uma falha grave ocorrida na etapa anterior.
Neste capítulo, use Data mining e descoberta de conhecimento para acompanhar três dimensões: o problema que se deseja resolver, a evidência disponível e o critério usado para avaliar o resultado. Essa separação ajuda a evitar soluções tecnicamente sofisticadas que não respondem à necessidade real.
Da pergunta ao conhecimento: KDD e CRISP-DM
Começamos por Da pergunta ao conhecimento: KDD e CRISP-DM, pois essa base organiza os conceitos e exemplos que aparecerão no restante do capítulo.
KDD é o processo de descoberta de conhecimento em dados: inclui seleção, preparação, transformação, mineração e interpretação. Data mining é a etapa que aplica métodos para encontrar padrões ou ajustar modelos. Portanto, executar um algoritmo não equivale ao processo completo. Um padrão deve ser válido, compreensível e potencialmente útil; coincidências, erros de coleta ou relações sem possibilidade de ação podem ter pouco valor para a organização.
O CRISP-DM organiza o trabalho em compreensão do negócio, compreensão dos dados, preparação, modelagem, avaliação e implantação. Na primeira fase, definem-se decisão, objetivo e critério de sucesso. Depois, exploram-se fontes, distribuições e qualidade; preparam-se dados e atributos; ajustam-se modelos e verifica-se sua adequação. A avaliação confronta resultados técnicos e objetivos de negócio. A implantação entrega o uso, que pode ser um relatório, uma regra ou um serviço. As fases são iterativas: uma falha na avaliação pode exigir reformular a pergunta ou coletar novos dados.
Escolher a tarefa antes do algoritmo
Depois de compreender Da pergunta ao conhecimento: KDD e CRISP-DM, passamos a Escolher a tarefa antes do algoritmo. A nova seção acrescenta outra etapa ao mesmo raciocínio e mostra como as decisões anteriores influenciam as próximas.
No aprendizado supervisionado há uma variável-alvo conhecida nos exemplos de treinamento. Classificação prevê categorias ou probabilidades de classes; regressão estima uma grandeza numérica. No não supervisionado, busca-se estrutura sem esse alvo rotulado. Agrupamento aproxima observações semelhantes; no K-means, alternam-se atribuição ao centroide e atualização dos centroides para reduzir distâncias quadráticas dentro dos grupos. A escolha de k, a escala e o formato dos grupos afetam o resultado. Os grupos encontrados não são automaticamente categorias naturais ou explicações causais.
Detecção de anomalias identifica observações que destoam de um padrão de referência e pode usar abordagens supervisionadas ou não supervisionadas. Uma anomalia é um sinal para investigar, não uma prova de fraude. Regras de associação descrevem coocorrências, como produtos comprados juntos. Mineração de padrões sequenciais considera a ordem dos eventos, como uma trajetória de navegação. Comprar A e B no mesmo cesto difere de comprar B depois de A; uma regra de associação comum não codifica sozinha essa ordem temporal.
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Fontes consultadas
- IBM: processo CRISP-DM
- scikit-learn: avaliação de modelos
- scikit-learn: erros comuns e vazamento
- Acervo publicado de Ciência de Dados: 80 questões deste tópico; conceitos revisados e organizados nas seções.