Inteligência de Negócios (Business Intelligence)
04. Mapeamento, coleta e arquitetura de fontes de dados
4º capítulo da apostila Inteligência de Negócios (Business Intelligence): estudo contínuo e em linguagem simples sobre Mapeamento, coleta e arquitetura de fontes de dados, com conceitos conectados, aplicações e mapa mental.
Neste capítulo · 13 seções⌄
- O fio condutor
- Inventário, autoridade e responsabilidades
- Estruturas, arquivos e representação
- Bancos, APIs e extração incremental
- Mapeamento e relações entre entidades
- Tempo, fluxo e completude operacional
- Qualidade, representatividade e evolução
- Caso integrado e raciocínio aplicado
- Resumo para revisão
- Ligando as partes em uma análise completa
- Como estudar e aplicar o capítulo
- Síntese e passagem para o próximo capítulo
- Base de cobertura
Integrar dados começa por entender o que cada fonte representa e como seus registros chegam ao ambiente analítico. Um conector funcionando não garante cobertura, consistência ou significado. Este capítulo organiza o inventário, a coleta e os contratos necessários para evitar perdas, duplicações e interpretações incorretas.
Os resultados analíticos precisam apoiar decisões. Esta disciplina conecta fontes, integração, data warehouse, OLAP, mineração, indicadores, relatórios e comunicação gerencial. Este é o capítulo 4 de 11 da disciplina Inteligência de Negócios (Business Intelligence). Ele retoma Sistemas de suporte à decisão e gestão de conteúdo e utiliza essa base para avançar. Na sequência, estudaremos Arquitetura de Business Intelligence.
O fio condutor
Ciência de Dados começa com uma pergunta e termina com uma decisão que precisa ser compreendida, avaliada e acompanhada. Entre esses dois pontos, dados são coletados, examinados e transformados; métodos são escolhidos; resultados são validados; e limitações são comunicadas. Nenhuma etapa compensa automaticamente uma falha grave ocorrida na etapa anterior.
Neste capítulo, use Mapeamento, coleta e arquitetura de fontes de dados para acompanhar três dimensões: o problema que se deseja resolver, a evidência disponível e o critério usado para avaliar o resultado. Essa separação ajuda a evitar soluções tecnicamente sofisticadas que não respondem à necessidade real.
Inventário, autoridade e responsabilidades
Começamos por Inventário, autoridade e responsabilidades, pois essa base organiza os conceitos e exemplos que aparecerão no restante do capítulo.
Inventariar uma fonte significa registrar sistema, domínio, localização, responsável, acesso, atualização, cobertura e limitações. System of record é a referência autoritativa para determinado dado ou processo; uma fonte pode ser referência para contratos e outra para contatos. O critério deve ser explícito, pois a existência de várias cópias não torna todas igualmente atuais ou confiáveis.
Data owner responde por decisões e políticas do domínio; data steward acompanha significado, qualidade e aplicação cotidiana das regras, conforme a organização. Contratos de dados descrevem esquema, semântica, expectativas de qualidade, disponibilidade e evolução. Linhagem registra origem e transformações até os consumidores e permite avaliar impacto de mudanças. Documentar apenas nomes de tabelas não explica qual fórmula ou filtro alterou um indicador.
Estruturas, arquivos e representação
Depois de compreender Inventário, autoridade e responsabilidades, passamos a Estruturas, arquivos e representação. A nova seção acrescenta outra etapa ao mesmo raciocínio e mostra como as decisões anteriores influenciam as próximas.
Dados estruturados seguem organização explícita, como tabelas e registros tipados. JSON e XML são exemplos comuns de dados semiestruturados, com hierarquia e marcações; textos e imagens são frequentemente tratados como não estruturados, embora possam ser processados para extrair atributos. Essa classificação descreve organização e uso, não qualidade ou valor. Um arquivo CSV pode ser estruturado e ainda conter erros de unidade ou identidade.
Na coleta de arquivos, valide nome, integridade, delimitador, cabeçalho, esquema e conclusão da transferência. Encoding define como bytes representam caracteres; interpretá-lo incorretamente corrompe acentos e chaves textuais. Localidade afeta vírgula decimal e ordem de datas. Tipos e precisão precisam preservar valores: um identificador com zeros iniciais não deve virar número por conveniência. Nulo indica ausência ou estado definido pelo contrato e não equivale automaticamente a zero, string vazia ou inexistência do evento.
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Fontes consultadas
- W3C: catálogo de dados
- W3C: proveniência
- PostgreSQL: restrições de integridade
- Acervo publicado de Ciência de Dados: 80 questões deste tópico; conceitos revisados e organizados nas seções.