Domain-Driven Design (DDD)
17. Arquiteturas para DDD: camadas, hexagonal, onion e clean
17º capítulo da apostila Domain-Driven Design (DDD): estudo contínuo e em linguagem simples sobre Arquiteturas para DDD: camadas, hexagonal, onion e clean, com conceitos conectados, aplicações e mapa mental.
Neste capítulo · 10 seções⌄
- O fio condutor
- Parte 1 — Fundamentos e vocabulário
- Parte 2 — Estruturas e mecanismos
- Parte 3 — Fluxos e decisões
- Parte 4 — Implementação e integração
- Parte 5 — Qualidade, falhas e operação
- Ligando as partes em uma análise completa
- Como estudar e aplicar o capítulo
- Síntese e passagem para o próximo capítulo
- Base de cobertura
Este capítulo nasce das 30 questões publicadas sobre Arquiteturas para DDD: camadas, hexagonal, onion e clean. A leitura do acervo revelou 30 núcleos de conhecimento, aqui reorganizados como uma explicação progressiva: primeiro o vocabulário e o modelo mental, depois os mecanismos, as decisões de implementação, os limites e a forma de verificar o comportamento do sistema.
Depois de entender o fluxo de desenvolvimento, aprofundamos a modelagem do negócio. O DDD organiza conhecimento, linguagem, limites e regras para que o software represente o domínio com clareza. Este é o capítulo 17 de 20 da disciplina Domain-Driven Design (DDD). Ele retoma Camada anticorrupção e integração com legados e utiliza essa base para avançar. Na sequência, estudaremos DDD e microsserviços.
O fio condutor
O desenvolvimento de software começa com um problema e avança por decisões que precisam permanecer compreensíveis e verificáveis. Requisitos orientam modelos; modelos orientam código e arquitetura; testes verificam comportamento; e a operação devolve informações para o próximo ciclo. Uma falha importante no início tende a se espalhar pelas etapas seguintes.
Neste capítulo, use Arquiteturas para DDD: camadas, hexagonal, onion e clean para acompanhar quatro perguntas: qual problema precisa ser resolvido, como o mecanismo funciona, que consequências a escolha produz e como o resultado será verificado. Essa sequência transforma termos técnicos em decisões que podem ser explicadas e testadas.
Parte 1 — Fundamentos e vocabulário
Começamos por Parte 1 — Fundamentos e vocabulário, pois essa base organiza os conceitos e exemplos que aparecerão no restante do capítulo.
Camada de aplicação conduz o fluxo de uma operação, obtém os objetos necessários e
O ponto de partida é estabelecer o significado do conceito e o problema que ele procura organizar. A camada de aplicação conduz o fluxo de uma operação, obtém os objetos necessários e delega a eles as decisões de negócio. Já o domínio representa entidades, objetos de valor, serviços de domínio e demais elementos que expressam o modelo. Essa separação evita transformar o serviço de aplicação no local das regras essenciais. A distinção é apresentada por Evans em "Domain-Driven Design" (2003), na discussão sobre layered architecture. A regra ganha sentido quando suas consequências orientam a implementação.
Para aplicar Camada de aplicação conduz o fluxo de uma operação, obtém os objetos necessários e, acompanhe a execução desde a entrada até a saída e anote pré-condições, mudança de estado, custo e falhas possíveis. Assim o conceito deixa de ser um rótulo e passa a orientar decisões.
Use como teste da compreensão: Na arquitetura em camadas clássica do DDD, a camada de aplicação coordena casos de uso, enquanto a camada de domínio concentra conceitos, regras e invariantes do negócio. Depois verifique a afirmação com execução controlada, teste automatizado, análise do contrato, medição ou documentação da versão correspondente. A evidência deve reproduzir a propriedade afirmada, inclusive nos casos de erro e de fronteira.
Direção proposta está invertida: a aplicação conhece e
A partir dessa distinção, o próximo elemento completa o fluxo. A direção proposta está invertida: a aplicação conhece e utiliza o domínio, não o contrário. Entidades e objetos de valor não precisam saber qual caso de uso iniciou uma operação, pois representam comportamento de negócio independente do canal de entrada. Se o domínio importasse serviços de aplicação, mudanças na orquestração contaminariam o núcleo do modelo. A regra de dependência para dentro é também central nas arquiteturas onion e clean. Observe como definição, mecanismo e efeito permanecem ligados.
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Fontes consultadas
- Evans, "Domain-Driven Design" (2003), capítulo sobre layered architecture.
- Martin, "Clean Architecture" (2017); Palermo, "The Onion Architecture" (2008).
- Martin, "Agile Software Development: Principles, Patterns, and Practices" (2002), Dependency Inversion Principle.
- Evans, "Domain-Driven Design" (2003); Fowler, "Patterns of Enterprise Application Architecture" (2002), Data Mapper.
- Cockburn, "Hexagonal Architecture" (Ports and Adapters).
- Cockburn, "Hexagonal Architecture"; Evans, "Domain-Driven Design" (2003), Repository.
- Palermo, "The Onion Architecture" (2008); Cockburn, "Hexagonal Architecture".
- Martin, "Clean Architecture" (2017).
- Evans, "Domain-Driven Design" (2003); Martin, "Clean Architecture" (2017).
- Fowler, "Patterns of Enterprise Application Architecture" (2002), Data Mapper.
- Evans, "Domain-Driven Design" (2003); Vernon, "Implementing Domain-Driven Design" (2013).
- Martin, "Clean Architecture" (2017), Crossing Boundaries.
- Domain Language — DDD Reference: https://www.domainlanguage.com/ddd/reference/
- Acervo publicado: 30 questões integralmente cobertas nos módulos deste capítulo.