Computação Serverless
18. AWS Lambda
18º capítulo da apostila Computação Serverless: estudo contínuo e em linguagem simples sobre AWS Lambda, com conceitos conectados, aplicações e mapa mental.
Neste capítulo · 10 seções⌄
- O fio condutor
- Parte 1 — Fundamentos e vocabulário
- Parte 2 — Estruturas e mecanismos
- Parte 3 — Fluxos e decisões
- Parte 4 — Implementação e integração
- Parte 5 — Qualidade, falhas e operação
- Ligando as partes em uma análise completa
- Como estudar e aplicar o capítulo
- Síntese e passagem para o próximo capítulo
- Base de cobertura
Este capítulo nasce das 30 questões publicadas sobre AWS Lambda. A leitura do acervo revelou 30 núcleos de conhecimento, aqui reorganizados como uma explicação progressiva: primeiro o vocabulário e o modelo mental, depois os mecanismos, as decisões de implementação, os limites e a forma de verificar o comportamento do sistema.
A apostila termina aplicando os fundamentos a arquiteturas baseadas em eventos e serviços gerenciados. Funções, estado externo, escala, observabilidade, segurança, custo e dependência do provedor formam uma única decisão arquitetural. Este é o capítulo 18 de 20 da disciplina Computação Serverless. Ele retoma Computação de borda e funções edge e utiliza essa base para avançar. Na sequência, estudaremos Azure Functions.
O fio condutor
O desenvolvimento de software começa com um problema e avança por decisões que precisam permanecer compreensíveis e verificáveis. Requisitos orientam modelos; modelos orientam código e arquitetura; testes verificam comportamento; e a operação devolve informações para o próximo ciclo. Uma falha importante no início tende a se espalhar pelas etapas seguintes.
Neste capítulo, use AWS Lambda para acompanhar quatro perguntas: qual problema precisa ser resolvido, como o mecanismo funciona, que consequências a escolha produz e como o resultado será verificado. Essa sequência transforma termos técnicos em decisões que podem ser explicadas e testadas.
Parte 1 — Fundamentos e vocabulário
Começamos por Parte 1 — Fundamentos e vocabulário, pois essa base organiza os conceitos e exemplos que aparecerão no restante do capítulo.
Runtimes gerenciados, a AWS
O ponto de partida é estabelecer o significado do conceito e o problema que ele procura organizar. Nos runtimes gerenciados, a AWS fornece e mantém o ambiente de linguagem que carrega o handler da função. Para uma linguagem ou versão não oferecida dessa forma, é possível usar um runtime somente de sistema operacional da família `provided` e incluir um runtime próprio. Esse componente deve buscar eventos na Lambda Runtime API, executar o handler e devolver a resposta ou informar o erro. A possibilidade de customização não significa que qualquer binário seja automaticamente compatível: ele deve ser compilado para Linux e para a arquitetura escolhida, além de cumprir o contrato da API. A regra ganha sentido quando suas consequências orientam a implementação.
Para aplicar Runtimes gerenciados, a AWS, acompanhe a execução desde a entrada até a saída e anote pré-condições, mudança de estado, custo e falhas possíveis. Assim o conceito deixa de ser um rótulo e passa a orientar decisões.
Use como teste da compreensão: O AWS Lambda oferece runtimes gerenciados para linguagens como Java, Python, Node.js, .NET e Ruby, mas também permite executar outra linguagem mediante um custom runtime que implemente a integração com a Runtime API. Depois verifique a afirmação com execução controlada, teste automatizado, análise do contrato, medição ou documentação da versão correspondente. A evidência deve reproduzir a propriedade afirmada, inclusive nos casos de erro e de fronteira.
Timeout máximo de uma invocação padrão do AWS Lambda
A partir dessa distinção, o próximo elemento completa o fluxo. O timeout máximo de uma invocação padrão do AWS Lambda é 900 segundos, isto é, 15 minutos. A memória pode ser configurada de 128 MB a 10.240 MB, mas aumentar essa configuração não amplia o teto de duração. Memória e timeout são parâmetros diferentes, embora mais memória também proporcione mais CPU e possa reduzir o tempo efetivo de processamento. Uma tarefa que necessariamente ultrapasse 15 minutos deve ser repartida, orquestrada ou executada em outro serviço apropriado. Observe como definição, mecanismo e efeito permanecem ligados.
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Fontes consultadas
- AWS — Lambda quotas: https://docs.aws.amazon.com/lambda/latest/dg/gettingstarted-limits.html
- AWS — Lambda runtimes: https://docs.aws.amazon.com/lambda/latest/dg/lambda-runtimes.html
- documentação oficial do AWS Lambda, “Lambda runtimes” e “Building a custom runtime for AWS Lambda”.
- documentação oficial do AWS Lambda, “Lambda quotas”.
- documentação oficial do AWS Lambda, “Lambda quotas” e “Configuring ephemeral storage”.
- documentação oficial do AWS Lambda, “Lambda quotas” e “Invoking Lambda functions”.
- documentação oficial do AWS Lambda, “Defining Lambda function permissions with an execution role”.
- documentação oficial do AWS Lambda, “Managing permissions in AWS Lambda”.
- documentação oficial do AWS Lambda, “Managing Lambda dependencies with layers”.
- documentação oficial do AWS Lambda, “Lambda function versions” e “Lambda function aliases”.
- AWS Lambda API Reference, operação “Invoke”.
- documentação oficial do AWS Lambda, “How Lambda handles errors and retries with asynchronous invocation”.
- documentação oficial do AWS Lambda, “Using Lambda with Amazon SQS”.
- documentação oficial do AWS Lambda, “How Lambda processes records from stream and queue-based event sources”.
- documentação oficial do AWS Lambda, “Working with Lambda environment variables”.
- documentação oficial do AWS Lambda, “Lambda quotas” e “Creating Lambda container images”.
- documentação oficial do AWS Lambda, “Creating Lambda functions defined as container images” e “Working with Lambda layers”.
- documentação oficial do AWS Lambda, seções “Lambda runtimes” e “Runtime deprecation policy”.
- documentação oficial do AWS Lambda, “Building a custom runtime for AWS Lambda”.
- documentação oficial do AWS Lambda, “Lambda quotas” e “Configuring Lambda function memory”.