Computação Serverless
20. Google Cloud Functions e Cloud Run
20º capítulo da apostila Computação Serverless: estudo contínuo e em linguagem simples sobre Google Cloud Functions e Cloud Run, com conceitos conectados, aplicações e mapa mental.
Neste capítulo · 10 seções⌄
- O fio condutor
- Parte 1 — Fundamentos e vocabulário
- Parte 2 — Estruturas e mecanismos
- Parte 3 — Fluxos e decisões
- Parte 4 — Implementação e integração
- Parte 5 — Qualidade, falhas e operação
- Ligando as partes em uma análise completa
- Como estudar e aplicar o capítulo
- Síntese e passagem para o próximo capítulo
- Base de cobertura
Este capítulo nasce das 30 questões publicadas sobre Google Cloud Functions e Cloud Run. A leitura do acervo revelou 30 núcleos de conhecimento, aqui reorganizados como uma explicação progressiva: primeiro o vocabulário e o modelo mental, depois os mecanismos, as decisões de implementação, os limites e a forma de verificar o comportamento do sistema.
A apostila termina aplicando os fundamentos a arquiteturas baseadas em eventos e serviços gerenciados. Funções, estado externo, escala, observabilidade, segurança, custo e dependência do provedor formam uma única decisão arquitetural. Este é o capítulo 20 de 20 da disciplina Computação Serverless. Ele retoma Azure Functions e utiliza essa base para avançar. Como capítulo final, ele integra as decisões construídas ao longo da disciplina.
O fio condutor
O desenvolvimento de software começa com um problema e avança por decisões que precisam permanecer compreensíveis e verificáveis. Requisitos orientam modelos; modelos orientam código e arquitetura; testes verificam comportamento; e a operação devolve informações para o próximo ciclo. Uma falha importante no início tende a se espalhar pelas etapas seguintes.
Neste capítulo, use Google Cloud Functions e Cloud Run para acompanhar quatro perguntas: qual problema precisa ser resolvido, como o mecanismo funciona, que consequências a escolha produz e como o resultado será verificado. Essa sequência transforma termos técnicos em decisões que podem ser explicadas e testadas.
Parte 1 — Fundamentos e vocabulário
Começamos por Parte 1 — Fundamentos e vocabulário, pois essa base organiza os conceitos e exemplos que aparecerão no restante do capítulo.
Produto atualmente denominado Cloud Run functions corresponde à evolução do antigo Cloud
O ponto de partida é estabelecer o significado do conceito e o problema que ele procura organizar. O produto atualmente denominado Cloud Run functions corresponde à evolução do antigo Cloud Functions de 2ª geração e transforma o código-fonte em contêiner executado como serviço Cloud Run. Para funções orientadas a eventos, os gatilhos do Eventarc fazem a entrega dos eventos. A 1ª geração, por sua vez, usa infraestrutura interna do Google e oferece menos opções de configuração e de fontes de eventos. Essa diferença arquitetural explica por que a geração mais recente herda recursos do Cloud Run, como concorrência e revisões. A regra ganha sentido quando suas consequências orientam a implementação.
Para aplicar Produto atualmente denominado Cloud Run functions corresponde à evolução do antigo Cloud, acompanhe a execução desde a entrada até a saída e anote pré-condições, mudança de estado, custo e falhas possíveis. Assim o conceito deixa de ser um rótulo e passa a orientar decisões.
Use como teste da compreensão: Diferentemente do Cloud Functions de 1ª geração, cuja infraestrutura interna é própria do Google, o modelo de 2ª geração implanta a função como um serviço no Cloud Run e emprega o Eventarc para funções orientadas a eventos. Depois verifique a afirmação com execução controlada, teste automatizado, análise do contrato, medição ou documentação da versão correspondente. A evidência deve reproduzir a propriedade afirmada, inclusive nos casos de erro e de fronteira.
Cloud Run
A partir dessa distinção, o próximo elemento completa o fluxo. O Cloud Run permite definir o número máximo de requisições que uma única instância pode processar simultaneamente, com limite configurável de até 1.000. Esse valor é um teto de roteamento, não uma promessa de que a instância sustentará tal carga com bom desempenho. Código com estado mutável compartilhado, bibliotecas não seguras para concorrência ou pouca CPU pode exigir valor menor. Reduzir a concorrência tende a provocar o uso de mais instâncias para a mesma quantidade de requisições. Observe como definição, mecanismo e efeito permanecem ligados.
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Fontes consultadas
- documentação oficial Google Cloud, "Compare Cloud Run functions".
- documentação oficial Google Cloud, "Maximum concurrent requests for services".
- documentação oficial Google Cloud, "What is Cloud Run".
- documentação oficial Google Cloud, "Create jobs" e "What is Cloud Run".
- documentação oficial Google Cloud, "Eventarc Standard overview".
- documentação oficial Google Cloud, "Knative serving API support", e projeto Knative.
- documentação oficial Google Cloud, "CPU allocation" e "Billing settings".
- documentação oficial Google Cloud, "General development tips".
- documentação oficial Google Cloud, "Create triggers for Cloud Run".
- documentação oficial Google Cloud, "Compare Cloud Run functions" e guia de upgrade da 1ª geração.
- documentação oficial Google Cloud, "Execute jobs" e "Create jobs".
- documentação oficial Google Cloud, "About instance autoscaling" e "Maximum concurrent requests for services".
- documentação oficial Google Cloud, "Billing settings" e "Set minimum instances for services".
- documentação oficial do Google Cloud, visão geral do Cloud Run functions.
- documentação oficial do Google Cloud, Cloud Run services.
- documentação oficial do Google Cloud, configuração de maximum concurrency no Cloud Run.
- documentação oficial do Google Cloud, autoscaling do Cloud Run.
- documentação oficial do Google Cloud, CPU allocation do Cloud Run.
- documentação oficial do Google Cloud, Eventarc overview e triggers.
- documentação oficial do Knative e documentação oficial do Google Cloud sobre Knative e Cloud Run.