Domain-Driven Design (DDD)
11. Fábricas
11º capítulo da apostila Domain-Driven Design (DDD): estudo contínuo e em linguagem simples sobre Fábricas, com conceitos conectados, aplicações e mapa mental.
Neste capítulo · 10 seções⌄
- O fio condutor
- Parte 1 — Fundamentos e vocabulário
- Parte 2 — Estruturas e mecanismos
- Parte 3 — Fluxos e decisões
- Parte 4 — Implementação e integração
- Parte 5 — Qualidade, falhas e operação
- Ligando as partes em uma análise completa
- Como estudar e aplicar o capítulo
- Síntese e passagem para o próximo capítulo
- Base de cobertura
Este capítulo nasce das 30 questões publicadas sobre Fábricas. A leitura do acervo revelou 30 núcleos de conhecimento, aqui reorganizados como uma explicação progressiva: primeiro o vocabulário e o modelo mental, depois os mecanismos, as decisões de implementação, os limites e a forma de verificar o comportamento do sistema.
Depois de entender o fluxo de desenvolvimento, aprofundamos a modelagem do negócio. O DDD organiza conhecimento, linguagem, limites e regras para que o software represente o domínio com clareza. Este é o capítulo 11 de 20 da disciplina Domain-Driven Design (DDD). Ele retoma Eventos de domínio e utiliza essa base para avançar. Na sequência, estudaremos Repositórios.
O fio condutor
O desenvolvimento de software começa com um problema e avança por decisões que precisam permanecer compreensíveis e verificáveis. Requisitos orientam modelos; modelos orientam código e arquitetura; testes verificam comportamento; e a operação devolve informações para o próximo ciclo. Uma falha importante no início tende a se espalhar pelas etapas seguintes.
Neste capítulo, use Fábricas para acompanhar quatro perguntas: qual problema precisa ser resolvido, como o mecanismo funciona, que consequências a escolha produz e como o resultado será verificado. Essa sequência transforma termos técnicos em decisões que podem ser explicadas e testadas.
Parte 1 — Fundamentos e vocabulário
Começamos por Parte 1 — Fundamentos e vocabulário, pois essa base organiza os conceitos e exemplos que aparecerão no restante do capítulo.
Fábrica concentra a montagem necessária para que o agregado nasça válido, sem expor ao
O ponto de partida é estabelecer o significado do conceito e o problema que ele procura organizar. A fábrica concentra a montagem necessária para que o agregado nasça válido, sem expor ao cliente uma sequência frágil de instanciações e ajustes. Ela pode coordenar a criação da raiz, de objetos de valor e de entidades internas, aplicando as regras que valem naquele momento. Isso evita estados intermediários observáveis nos quais partes obrigatórias ainda não tenham sido associadas. A finalidade é expressar uma operação significativa do domínio, e não apenas esconder o operador de construção. A regra ganha sentido quando suas consequências orientam a implementação.
Para aplicar Fábrica concentra a montagem necessária para que o agregado nasça válido, sem expor ao, acompanhe a execução desde a entrada até a saída e anote pré-condições, mudança de estado, custo e falhas possíveis. Assim o conceito deixa de ser um rótulo e passa a orientar decisões.
Use como teste da compreensão: No DDD, uma fábrica pode encapsular a criação de um agregado complexo para entregá-lo já em um estado que respeite as invariantes exigidas no início de seu ciclo de vida. Depois verifique a afirmação com execução controlada, teste automatizado, análise do contrato, medição ou documentação da versão correspondente. A evidência deve reproduzir a propriedade afirmada, inclusive nos casos de erro e de fronteira.
Uma fábrica
A partir dessa distinção, o próximo elemento completa o fluxo. Uma fábrica é útil quando reduz complexidade de criação relevante, mas não constitui um elemento obrigatório para cada classe do modelo. Se poucos parâmetros bastam e o construtor consegue rejeitar valores inválidos, ele já preserva as invariantes de nascimento. Acrescentar uma abstração sem necessidade aumenta a quantidade de conceitos e indireções que a equipe precisa manter. O critério é a clareza do modelo e a segurança da construção, não a aplicação cerimonial de um padrão. Observe como definição, mecanismo e efeito permanecem ligados.
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Fontes consultadas
- Evans, "Domain-Driven Design" (2003), capítulo sobre factories.
- Evans, "Domain-Driven Design" (2003); Gamma et al., "Design Patterns" (1994).
- Evans, "Domain-Driven Design" (2003).
- Evans, "Domain-Driven Design" (2003), capítulo sobre o ciclo de vida dos objetos do domínio.
- Evans, "Domain-Driven Design" (2003), padrão Factory.
- Domain Language — DDD Reference: https://www.domainlanguage.com/ddd/reference/
- Acervo publicado: 30 questões integralmente cobertas nos módulos deste capítulo.