Domain-Driven Design (DDD)
12. Repositórios
12º capítulo da apostila Domain-Driven Design (DDD): estudo contínuo e em linguagem simples sobre Repositórios, com conceitos conectados, aplicações e mapa mental.
Neste capítulo · 10 seções⌄
- O fio condutor
- Parte 1 — Fundamentos e vocabulário
- Parte 2 — Estruturas e mecanismos
- Parte 3 — Fluxos e decisões
- Parte 4 — Implementação e integração
- Parte 5 — Qualidade, falhas e operação
- Ligando as partes em uma análise completa
- Como estudar e aplicar o capítulo
- Síntese e passagem para o próximo capítulo
- Base de cobertura
Este capítulo nasce das 30 questões publicadas sobre Repositórios. A leitura do acervo revelou 30 núcleos de conhecimento, aqui reorganizados como uma explicação progressiva: primeiro o vocabulário e o modelo mental, depois os mecanismos, as decisões de implementação, os limites e a forma de verificar o comportamento do sistema.
Depois de entender o fluxo de desenvolvimento, aprofundamos a modelagem do negócio. O DDD organiza conhecimento, linguagem, limites e regras para que o software represente o domínio com clareza. Este é o capítulo 12 de 20 da disciplina Domain-Driven Design (DDD). Ele retoma Fábricas e utiliza essa base para avançar. Na sequência, estudaremos Módulos e organização do modelo.
O fio condutor
O desenvolvimento de software começa com um problema e avança por decisões que precisam permanecer compreensíveis e verificáveis. Requisitos orientam modelos; modelos orientam código e arquitetura; testes verificam comportamento; e a operação devolve informações para o próximo ciclo. Uma falha importante no início tende a se espalhar pelas etapas seguintes.
Neste capítulo, use Repositórios para acompanhar quatro perguntas: qual problema precisa ser resolvido, como o mecanismo funciona, que consequências a escolha produz e como o resultado será verificado. Essa sequência transforma termos técnicos em decisões que podem ser explicadas e testadas.
Parte 1 — Fundamentos e vocabulário
Começamos por Parte 1 — Fundamentos e vocabulário, pois essa base organiza os conceitos e exemplos que aparecerão no restante do capítulo.
Repositório apresenta operações de acesso e persistência em termos do modelo, ocultando
O ponto de partida é estabelecer o significado do conceito e o problema que ele procura organizar. O repositório apresenta operações de acesso e persistência em termos do modelo, ocultando do cliente os detalhes necessários para localizar e reconstituir agregados. A expressão "ilusão de coleção em memória" indica que o código pode adicionar, obter ou remover raízes como se manipulasse uma coleção conceitual. Isso não significa que todos os agregados estejam previamente carregados na memória, pois a infraestrutura pode executar consultas sob demanda. O benefício é manter o domínio concentrado em conceitos de negócio, sem SQL, tabelas ou APIs do mecanismo de armazenamento. A regra ganha sentido quando suas consequências orientam a implementação.
Para aplicar Repositório apresenta operações de acesso e persistência em termos do modelo, ocultando, acompanhe a execução desde a entrada até a saída e anote pré-condições, mudança de estado, custo e falhas possíveis. Assim o conceito deixa de ser um rótulo e passa a orientar decisões.
Use como teste da compreensão: No Domain-Driven Design, um repositório oferece ao domínio a ilusão de uma coleção de agregados mantida em memória, embora sua implementação possa consultar um banco de dados ou outro mecanismo de persistência. Depois verifique a afirmação com execução controlada, teste automatizado, análise do contrato, medição ou documentação da versão correspondente. A evidência deve reproduzir a propriedade afirmada, inclusive nos casos de erro e de fronteira.
Raiz
A partir dessa distinção, o próximo elemento completa o fluxo. A raiz é a única porta de entrada do agregado e representa a unidade recuperada e persistida pelo repositório. Entidades internas não recebem repositórios próprios, porque isso permitiria acessá-las sem a mediação da raiz. Tal acesso independente enfraqueceria o encapsulamento e possibilitaria alterações que ignorassem invariantes do conjunto. Por isso, a granularidade do repositório acompanha a fronteira do agregado, e não a quantidade de tabelas ou classes mapeadas. Observe como definição, mecanismo e efeito permanecem ligados.
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Fontes consultadas
- Evans, "Domain-Driven Design" (2003), cap. 6.
- Evans, "Domain-Driven Design" (2003), cap. 6; Vernon, "Implementing Domain-Driven Design" (2013), cap. 12.
- Evans, "Domain-Driven Design" (2003); Martin, "Clean Architecture" (2017), princípio da inversão de dependência.
- Evans, "Domain-Driven Design" (2003), cap. 9.
- Vernon, "Implementing Domain-Driven Design" (2013), capítulos sobre Repositories e CQRS.
- Evans, "Domain-Driven Design" (2003), capítulo sobre Repositories.
- Evans, "Domain-Driven Design" (2003); Vernon, "Implementing Domain-Driven Design" (2013).
- Evans, "Domain-Driven Design" (2003), Specifications.
- Domain Language — DDD Reference: https://www.domainlanguage.com/ddd/reference/
- Acervo publicado: 30 questões integralmente cobertas nos módulos deste capítulo.