Domain-Driven Design (DDD)
13. Módulos e organização do modelo
13º capítulo da apostila Domain-Driven Design (DDD): estudo contínuo e em linguagem simples sobre Módulos e organização do modelo, com conceitos conectados, aplicações e mapa mental.
Neste capítulo · 10 seções⌄
- O fio condutor
- Parte 1 — Fundamentos e vocabulário
- Parte 2 — Estruturas e mecanismos
- Parte 3 — Fluxos e decisões
- Parte 4 — Implementação e integração
- Parte 5 — Qualidade, falhas e operação
- Ligando as partes em uma análise completa
- Como estudar e aplicar o capítulo
- Síntese e passagem para o próximo capítulo
- Base de cobertura
Este capítulo nasce das 30 questões publicadas sobre Módulos e organização do modelo. A leitura do acervo revelou 30 núcleos de conhecimento, aqui reorganizados como uma explicação progressiva: primeiro o vocabulário e o modelo mental, depois os mecanismos, as decisões de implementação, os limites e a forma de verificar o comportamento do sistema.
Depois de entender o fluxo de desenvolvimento, aprofundamos a modelagem do negócio. O DDD organiza conhecimento, linguagem, limites e regras para que o software represente o domínio com clareza. Este é o capítulo 13 de 20 da disciplina Domain-Driven Design (DDD). Ele retoma Repositórios e utiliza essa base para avançar. Na sequência, estudaremos Supple design e refinamento do modelo.
O fio condutor
O desenvolvimento de software começa com um problema e avança por decisões que precisam permanecer compreensíveis e verificáveis. Requisitos orientam modelos; modelos orientam código e arquitetura; testes verificam comportamento; e a operação devolve informações para o próximo ciclo. Uma falha importante no início tende a se espalhar pelas etapas seguintes.
Neste capítulo, use Módulos e organização do modelo para acompanhar quatro perguntas: qual problema precisa ser resolvido, como o mecanismo funciona, que consequências a escolha produz e como o resultado será verificado. Essa sequência transforma termos técnicos em decisões que podem ser explicadas e testadas.
Parte 1 — Fundamentos e vocabulário
Começamos por Parte 1 — Fundamentos e vocabulário, pois essa base organiza os conceitos e exemplos que aparecerão no restante do capítulo.
Em DDD, o nome de um módulo
O ponto de partida é estabelecer o significado do conceito e o problema que ele procura organizar. Em DDD, o nome de um módulo deve participar da linguagem ubíqua e revelar um conceito reconhecido pelos desenvolvedores e pelos especialistas do domínio. Faturamento e Conciliação delimitam responsabilidades conceituais, enquanto Util e Helpers normalmente ocultam a razão de negócio que mantém os elementos reunidos. Essa nomeação melhora as conversas sobre o modelo e torna a estrutura do código uma representação mais legível do domínio. A ressalva é importante: adotar um termo aparentemente negocial sem validá-lo na linguagem compartilhada apenas troca um rótulo técnico por outro rótulo impreciso. A regra ganha sentido quando suas consequências orientam a implementação.
Para aplicar Em DDD, o nome de um módulo, acompanhe a execução desde a entrada até a saída e anote pré-condições, mudança de estado, custo e falhas possíveis. Assim o conceito deixa de ser um rótulo e passa a orientar decisões.
Use como teste da compreensão: Em um modelo orientado por Domain-Driven Design, nomes de módulos como Faturamento e Conciliação tendem a comunicar melhor o domínio do que nomes genéricos como Util e Helpers, desde que correspondam aos conceitos empregados pelos especialistas do negócio. Depois verifique a afirmação com execução controlada, teste automatizado, análise do contrato, medição ou documentação da versão correspondente. A evidência deve reproduzir a propriedade afirmada, inclusive nos casos de erro e de fronteira.
DDD não
A partir dessa distinção, o próximo elemento completa o fluxo. O DDD não exige package by layer, e essa forma de organização costuma espalhar um mesmo conceito de domínio por vários módulos técnicos. Um fluxo de Cobrança, por exemplo, pode ter suas partes distribuídas entre controller, service, entity e repository, o que reduz a localidade conceitual. A organização por feature ou conceito de domínio tende a reunir elementos que mudam pela mesma razão de negócio, embora camadas internas possam continuar existindo quando forem úteis. A confusão frequente consiste em confundir separação de responsabilidades técnicas com encapsulamento de um conceito do modelo. Observe como definição, mecanismo e efeito permanecem ligados.
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Fontes consultadas
- Evans, "Domain-Driven Design" (2003), padrão Modules.
- Evans, "Domain-Driven Design" (2003), conceitos de model refactoring e Modules.
- Vernon, "Implementing Domain-Driven Design" (2013), capítulos sobre arquitetura e bounded contexts.
- Evans, "Domain-Driven Design" (2003), Shared Kernel e Modules.
- Vernon, "Implementing Domain-Driven Design" (2013), discussão de contextos e arquitetura.
- Evans, "Domain-Driven Design" (2003), padrões Bounded Context e Modules.
- Evans, "Domain-Driven Design" (2003), seção Modules.
- Evans, "Domain-Driven Design" (2003), capítulos sobre Modules e Maintaining Model Integrity.
- Domain Language — DDD Reference: https://www.domainlanguage.com/ddd/reference/
- Acervo publicado: 30 questões integralmente cobertas nos módulos deste capítulo.